As redes sociais não entregam mais nada interessante, as paisagens ficaram monótonas e o sono não vem. Ainda faltam horas para o destino, e a mente e o corpo imploram por atividade. Mas, o que fazer nesse espaço apertado? Como lidar com os pensamentos que insistem em correr?
Segundo a psicóloga e professora Júlia Murta, o desafio começa porque nos desacostumamos a lidar com o tempo livre. “A rotina atual exige produtividade constante. Quando o tempo se alonga, como em uma viagem, somos convidados a encarar um tipo de silêncio interno e externo que normalmente abafamos”, explica.
Júlia destaca que a associação entre tédio e negatividade é fruto de um mal-estar contemporâneo: “O tédio pode ser um sintoma da dependência de produtividade para nos sentirmos válidos. Ele incomoda, mas também pode ser revelador.”
Para ela, o tédio não surge da falta de estímulos, mas do enfrentamento do vazio – e viajar também é autodescoberta. Encarar o tempo livre como autocuidado, porém, requer processo.
Dica da psicóloga:
“Leituras leves, anotações pessoais, escutar músicas ou podcasts com temas subjetivos podem ajudar a atravessar o tempo sem cair na aceleração compulsiva da mente. Não se trata de preencher, mas de sustentar a presença.”
Além do cuidado com a mente, o corpo também precisa de atenção: passar horas na mesma posição é prejudicial em qualquer lugar, especialmente em viagens, quando o espaço é limitado.
Para o pescoço (cervical)
- Incline a cabeça para os lados, sem subir os ombros.
- Leve o queixo ao peito.
- Gire a cabeça para um lado e depois para o outro.
Obs: mantenha cada posição por 15 segundos
Para ombros e braços
- Eleve os ombros às orelhas, segure e solte.
- Gire os ombros para frente e para trás.
- Leve uma mão atrás da cabeça e empurre levemente o cotovelo com a outra.
- Estique os braços à frente, palmas para fora.
Para pernas e pés
- Com as costas apoiadas, eleve um joelho de cada vez em direção ao peito.
- Estique as pernas à frente, com os calcanhares suspensos.
- Alterne ficar na ponta dos pés e depois só nos calcanhares.
- Eleve os pés e gire os tornozelos 10 vezes para cada lado.
Desconforto ou perigo? Aprenda a diferenciar.
O especialista também diferencia as dores comuns das que são um alerta – de acordo com ele, desconfortos no pescoço, lombar e pernas são normais, afinal, a coluna é sobrecarregada ao se posicionar sentado.
No entanto, dores musculares e articulares, formigamentos e dormência são indícios de risco para o corpo.
