Começando pelo centro histórico, Crato revela sua força em cada esquina: a Praça da Sé, com sua catedral e cafés acolhedores, convida à contemplação urbana. Logo ao lado, o Museu de História do Crato preserva cerca de 968 itens, que vão desde utensílios dos índios Kariri até objetos ligados à mártir Bárbara de Alencar, revolucionária do século XIX e uma das primeiras presas políticas do Brasil, símbolo de resistência na Revolução Pernambucana de 1817.
Em seguida, basta caminhar até o campus da Universidade Regional do Cariri (URCA) para encontrar o Museu de História Natural, com seu rico acervo que envolve fauna, flora e fósseis, um prelúdio para o que aguarda na Chapada. A poucos passos dali, o Museu dos Fósseis (Centro de Pesquisas Paleontológicas da Chapada do Araripe) abriga cerca de 4.000 peças datadas do Cretáceo, incluindo exemplares bem preservados de insetos, peixes e pterossauros. Separar esse passeio em mais de uma visita pode tornar o aprendizado mais leve e envolvente.
No Crato, o Museu dos Fósseis abriga cerca de 4.000 peças datadas do Cretáceo.
Ligado a esse universo, o Geopark Araripe, primeiro da América reconhecido pela UNESCO, oferece nove geossítios, entre eles o Parque Estadual Sítio Fundão (Batateiras) e a Cascata do Lameiro, cenários onde trilhas ecológicas e cavernas guardam lendas dos Kariri e ecoam águas que brotam na Chapada. No Batateiras, uma casa de taipa centenária e as ruínas de um engenho de 1880 complementam o roteiro com vivências históricas.
Dica da BV: Ao planejar sua ida, separe pelo menos dois dias para Crato. Um para os museus e centro histórico; outro para a Chapada e geossítios.
Para complementar, o Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, vestígio de missões cristãs no sertão, e a estátua de Nossa Senhora de Fátima oferecem bons mirantes e histórias que cruzam o sagrado e o folclórico.
Também merece atenção a Vila da Música Monsenhor Ágio Augusto Moreira, espaço vibrante onde artistas locais mantêm viva a tradição musical do Cariri, assim como as casas e museus dos mestres e mestras da cultura, que acolhem visitantes com arte, memórias e ofícios regionais.
Arraste para ver mais
Já quem visita Crato durante julho não pode perder a Expocrato, tradicional feira agropecuária que mescla shows com arte popular, negócios do campo e gastronomia regional. Em 2024, o evento recebeu cerca de 230 mil pessoas, e a expectativa é de um público ainda maior neste ano. É o momento ideal para experimentar sabores locais e sentir o pulso econômico da cidade.