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Juazeiro do Norte

No rastro do Padim Ciço

Tempo de leitura: 4 min
A fé é o primeiro sopro que se sente ao chegar em Juazeiro do Norte. Lá, esse é um sentimento quase palpável. Juazeiro do Norte é moldada por promessas e histórias que atravessam gerações. E no centro dessa devoção está ele: Padre Cícero Romão Batista, o “Padim Ciço”, cuja presença ainda paira como uma força mística sobre a paisagem, os moradores e os milhões de romeiros que anualmente cruzam o sertão para tocar o chão sagrado.

Figura complexa, Padre Cícero foi sacerdote, conselheiro, político e líder espiritual. Para muitos, um santo não canonizado; para outros, um estrategista da fé. Fato é que sua atuação transformou Juazeiro do Norte de um vilarejo sertanejo em um dos maiores polos religiosos da América Latina. E é justamente essa combinação da fé popular e dinamismo social que ainda move a cidade, agora impulsionada também pela inovação e pelo turismo sustentável.
Dica da BV: Para quem deseja estender a experiência, Juazeiro oferece ainda outros pontos de visitação ligados à fé e à cultura popular: da Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro ao Museu Memorial Padre Cícero; do Mercado Central ao Centro Mestre Noza; das casas de artesãos às lojinhas de romeiros.
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É nesse contexto que surge o Complexo Ambiental Caminhos do Horto (CAC Horto), símbolo da nova fase que Juazeiro vive: moderna, conectada, mas profundamente enraizada em sua identidade. Inaugurado em 2022 e gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), o espaço conecta, por meio de um teleférico de tecnologia de ponta, a Praça dos Romeiros à Colina do Horto, onde está a imponente estátua de Padre Cícero - com seus 27 metros de altura e vista panorâmica da Chapada do Araripe.


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O bondinho, com 26 cabines climatizadas, é também uma travessia simbólica. “O CAC Horto tem o potencial de ser um ‘elo’ de conexão entre a comunidade do Horto e os usuários do teleférico”, afirma Ricardo Borges, gestor executivo do Complexo. Ele destaca que o espaço não apenas movimenta o turismo, mas também fortalece o sentimento de pertencimento local. “Utiliza seu aparato tecnológico para promover o intercâmbio cultural entre visitantes e moradores, por meio de ações de formação e fruição”.

Por isso, a melhor dica para quem chega ao CAC Horto não é apenas subir de bondinho até a estátua. É desacelerar. “Se permitir fazer uma imersão, conhecendo os aspectos naturais, históricos, culturais e artísticos”, recomenda Ricardo.


Além disso, o Complexo abriga feiras, exposições, oficinas e atrações culturais em datas especiais, como as romarias de setembro. E vem crescendo: só entre julho e dezembro de 2024, mais de 130 mil pessoas passaram por lá. 

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