A primeira vez que Paulo Porto Lima fez uma viagem de Uber foi quando estava atrasado para o show de seu grande ídolo, Eric Clapton. Era 2015 e o aplicativo ainda não era popular no Brasil, mas aceitou a sugestão de sua companheira, a arquiteta Magaly Gentil, e, juntos, foram ao Royal Albert Hall, em Londres, na Inglaterra, solicitando uma corrida pela plataforma.
Graças à agilidade do serviço chegaram à casa de espetáculos a tempo de ver apenas duas poltronas vazias, justamente a do casal. Sentaram e, logo em seguida, o concerto começou. Mas esse foi apenas um episódio na vida de Paulo Porto, diretor da Expresso Guanabara e presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), em que o transporte foi instrumento de realização de sonhos.
Enquanto a conversa de Porto com a Revista Bon Voyage acontecia, 450 ônibus da frota da Guanabara cruzavam o Brasil.
Nos períodos de alta estação, cerca de 600 mil passageiros viajam por dia na frota da empresa – são estudantes indo às universidades; familiares voltando para seus lares; corações apaixonados em busca de encurtar distâncias; e milhares de pessoas que atravessam o país continuamente.
Nos períodos de alta estação, cerca de 600 mil passageiros viajam por dia na frota da empresa – são estudantes indo às universidades; familiares voltando para seus lares; corações apaixonados em busca de encurtar distâncias; e milhares de pessoas que atravessam o país continuamente.
BV: Sua história e a da Guanabara caminham juntas: você está desde a fundação, há 32 anos, na empresa. O que lhe motiva a continuar?
PP: A motivação vem do fato de que, todos os dias, temos que inovar. Tanto a empresa quanto as pessoas, porque as mudanças tecnológicas acontecem de maneira muito rápida, o processo é acelerado, e tudo é acelerado: tanto as inovações quanto as obsolescências. As empresas e os profissionais precisam correr atrás para não “dormir no ponto” e acabarem obsoletos.
Nos últimos 30 anos, o setor rodoviário passou por uma verdadeira revolução. Antes, a cada 10 anos não se percebia muitas mudanças nos ônibus; hoje, temos mudanças significativas todo ano. E a Guanabara sempre se posicionou à frente das inovações, o resultado seguido de melhor balanço rodoviário do Brasil reflete a base e a solidez do nosso trabalho.
PP: A motivação vem do fato de que, todos os dias, temos que inovar. Tanto a empresa quanto as pessoas, porque as mudanças tecnológicas acontecem de maneira muito rápida, o processo é acelerado, e tudo é acelerado: tanto as inovações quanto as obsolescências. As empresas e os profissionais precisam correr atrás para não “dormir no ponto” e acabarem obsoletos.
Nos últimos 30 anos, o setor rodoviário passou por uma verdadeira revolução. Antes, a cada 10 anos não se percebia muitas mudanças nos ônibus; hoje, temos mudanças significativas todo ano. E a Guanabara sempre se posicionou à frente das inovações, o resultado seguido de melhor balanço rodoviário do Brasil reflete a base e a solidez do nosso trabalho.
BV: Ao longo dessa trajetória, a Guanabara criou uma forte conexão com o público. Como se deu e como você enxerga esse processo hoje?
PP: Nós começamos comprando a Expresso de Luxo, uma empresa grande para os padrões da época, mas pequena para os de hoje. Então, em 92, a gente precisava fixar a marca Guanabara, na época nossa frota era de 40 ônibus e atuávamos apenas nos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Pernambuco e Paraíba. Nós fomos os primeiros no Nordeste a ter uma frota de ônibus com ar-condicionado, e isso foi integrado à linha regular, sem acréscimos no preço da passagem.
Nós já entramos no mercado com esse charme, logo em seguida, iniciamos nossos incentivos artísticos e culturais, e de lá pra cá seguimos desenvolvendo. Realizamos o Festival Guanabara de Música; o projeto Indo e Voltando; fizemos parcerias com atletas e hoje nós apoiamos a orquestra Estrelas da Serra, em Croatá. Quando a Orquestra completou 10 anos, os jovens se apresentaram com o maestro João Carlos Martins, foi emocionante.
BV: Interessante como desde o começo o rádio e a música desempenham um papel importante para a empresa. Hoje, com o hit "Pega o Guanabara" e vem, vocês foram parar em Cannes, na França. Como foi que se deu tudo isso?
PP: Nós começamos comprando a Expresso de Luxo, uma empresa grande para os padrões da época, mas pequena para os de hoje. Então, em 92, a gente precisava fixar a marca Guanabara, na época nossa frota era de 40 ônibus e atuávamos apenas nos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Pernambuco e Paraíba. Nós fomos os primeiros no Nordeste a ter uma frota de ônibus com ar-condicionado, e isso foi integrado à linha regular, sem acréscimos no preço da passagem.
Nós já entramos no mercado com esse charme, logo em seguida, iniciamos nossos incentivos artísticos e culturais, e de lá pra cá seguimos desenvolvendo. Realizamos o Festival Guanabara de Música; o projeto Indo e Voltando; fizemos parcerias com atletas e hoje nós apoiamos a orquestra Estrelas da Serra, em Croatá. Quando a Orquestra completou 10 anos, os jovens se apresentaram com o maestro João Carlos Martins, foi emocionante.
BV: Interessante como desde o começo o rádio e a música desempenham um papel importante para a empresa. Hoje, com o hit "Pega o Guanabara" e vem, vocês foram parar em Cannes, na França. Como foi que se deu tudo isso?
“Foi Augusto Pontes, uma mente genial e criativa, quem criou nosso spot para a rádio: "Expresso Guanabara. Agora, um luxo!".
PP: Isso, e em Ibiza também, na Espanha. Ganhou até versão em italiano de um Roberto Carlos de lá, meio cansado (risos), mas fez sucesso. A música é boa, não é um jingle, é uma música de amor. Recebi um dos compositores, o Alanzinho, que veio aqui e me mostrou explicando que queria usar o nome Guanabara porque ficava melhor e tinha sido pela empresa que ele viajava para encontrar sua namorada, a paixão que inspirou a música. Eu ouvi e apesar de minha praia ser o rock’n’roll, adorei, chamei o advogado e acertamos tudo. A música fala com todos, do jovem ao mais velho, e agora nós também usamos o lema.
BV: Ao longo dessas mais de três décadas houve alguma história muito marcante dessa interação com o público?
PP: São muitas histórias que tocam a gente. É sempre bonito quando chega um convite de casamento de casais que se conheceram usando nossos ônibus, ou alguma festa de criança com o tema da Guanabara. Sempre nos toca muito ver o carinho das pessoas e nos dá a sensação de que estamos fazendo nosso trabalho bem feito.
BV: E como começou a vontade de trabalhar com o ramo do transporte?
PP: Foi uma das coincidências da vida. Sou administrador e empreendedor desde cedo; sempre fui apaixonado por música, esportes, e estava trabalhando no Rio de Janeiro. Quando a Maria Luiza Fontenele venceu a prefeitura de Fortaleza, em 1986, meus amigos me chamaram de volta ao Ceará para assumir a área de Esportes no governo.
Eu vinha de outra área, sem vícios no mercado. Então, inovamos e desenvolvemos muito. Quando eu estava no Rio, conheci o Daniel Barata, que queria comprar a Expresso de Luxo. Isso foi em 1985, só sete anos depois concluímos tudo e seu pai, Jacob Barata, que faleceu recentemente, se tornou o principal acionista da Guanabara.
E eu sempre gostei de viagens de ônibus, das paradas nas estradas, dos restaurantes com aquele cheiro de comida caseira e das paisagens. Dos meus 7 aos 17 anos vivi em Brasília e viajava muito de ônibus nessa época, tenho ótimas memórias.
BV: Ao longo dessas mais de três décadas houve alguma história muito marcante dessa interação com o público?
PP: São muitas histórias que tocam a gente. É sempre bonito quando chega um convite de casamento de casais que se conheceram usando nossos ônibus, ou alguma festa de criança com o tema da Guanabara. Sempre nos toca muito ver o carinho das pessoas e nos dá a sensação de que estamos fazendo nosso trabalho bem feito.
BV: E como começou a vontade de trabalhar com o ramo do transporte?
PP: Foi uma das coincidências da vida. Sou administrador e empreendedor desde cedo; sempre fui apaixonado por música, esportes, e estava trabalhando no Rio de Janeiro. Quando a Maria Luiza Fontenele venceu a prefeitura de Fortaleza, em 1986, meus amigos me chamaram de volta ao Ceará para assumir a área de Esportes no governo.
Eu vinha de outra área, sem vícios no mercado. Então, inovamos e desenvolvemos muito. Quando eu estava no Rio, conheci o Daniel Barata, que queria comprar a Expresso de Luxo. Isso foi em 1985, só sete anos depois concluímos tudo e seu pai, Jacob Barata, que faleceu recentemente, se tornou o principal acionista da Guanabara.
E eu sempre gostei de viagens de ônibus, das paradas nas estradas, dos restaurantes com aquele cheiro de comida caseira e das paisagens. Dos meus 7 aos 17 anos vivi em Brasília e viajava muito de ônibus nessa época, tenho ótimas memórias.
Quando cheguei, fui nomeado presidente da Companhia de Transporte Coletivo (CTC). “Mas não era do Esporte?”, perguntei. “Era, mas confundiram com Transporte e agora não dá mais para mudar”, e aqui estou (risos).
BV: Hoje, entre inovações e desafios, como é olhar para trás e como é enxergar o futuro?
PP: Bem, aqui nós inovamos todos os dias. Hoje nosso objetivo é oferecer uma internet de qualidade e rápida em toda a frota. Nossos ônibus já contam com internet, mas estamos trabalhando com um sistema de muita qualidade. Antes as pessoas queriam uma tela para assistir um filme, hoje todos têm celular. As pessoas querem USB para carregar o celular, boa internet e um ônibus limpo e confortável. E nós trabalhamos para isso e sentimos, pelo retorno do público, que estamos na direção correta.
