Na contramão da pressa dos aplicativos e da lógica utilitária do transporte, existe uma comunidade que enxerga os ônibus com afeto, curiosidade e encantamento. São os busólogos — entusiastas que colecionam informações, fotografam, catalogam e compartilham tudo que envolve o universo rodoviário: modelos, rotas, carrocerias e histórias.
No Ceará, a página Mob Ceará é um dos principais pontos de encontro dessa comunidade nas redes. Com mais de 26 mil seguidores no Instagram, o perfil divulga registros técnicos e afetivos de ônibus urbanos e rodoviários, conectando um público que cresce a cada ano.
Mas o sentimento também ocupa o espaço físico. Um dos momentos mais aguardados pelos busólogos é o Encontro da Guanabara, promovido anualmente pela Expresso Guanabara em Fortaleza. Já são 14 edições que reúnem admiradores de todo o país para visitar a garagem da empresa, fotografar modelos e trocar experiências com quem compartilha a mesma paixão.
Para Wellington Cadore, criador da página "Ônibus, Minha Segunda Casa", com mais de 500 mil seguidores no Facebook e 208 mil no Instagram (@onibusmsc), participar desses eventos é sempre especial. “É sempre uma experiência incrível. Para nós busólogos e fãs da marca, esses eventos reforçam o vínculo com a empresa, e também se tornam uma oportunidade de rever amigos busólogos através desses encontros”, relata.
Na contramão da pressa dos aplicativos e da lógica utilitária do transporte, existe uma comunidade que enxerga os ônibus com afeto, curiosidade e encantamento. São os busólogos — entusiastas que colecionam informações, fotografam, catalogam e compartilham tudo que envolve o universo rodoviário: modelos, rotas, carrocerias e histórias.
No Ceará, a página Mob Ceará é um dos principais pontos de encontro dessa comunidade nas redes. Com mais de 26 mil seguidores no Instagram, o perfil divulga registros técnicos e afetivos de ônibus urbanos e rodoviários, conectando um público que cresce a cada ano.
Mas o sentimento também ocupa o espaço físico. Um dos momentos mais aguardados pelos busólogos é o Encontro da Guanabara, promovido anualmente pela Expresso Guanabara em Fortaleza. Já são 14 edições que reúnem admiradores de todo o país para visitar a garagem da empresa, fotografar modelos e trocar experiências com quem compartilha a mesma paixão.
Para Wellington Cadore, criador da página "Ônibus, Minha Segunda Casa", com mais de 500 mil seguidores no Facebook e 208 mil no Instagram (@onibusmsc), participar desses eventos é sempre especial. “É sempre uma experiência incrível. Para nós busólogos e fãs da marca, esses eventos reforçam o vínculo com a empresa, e também se tornam uma oportunidade de rever amigos busólogos através desses encontros”, relata.

Na última edição, uma das 130 pessoas presentes era Vaniberg Barros, motorista de ônibus e busóloga assumida, radicada no Rio Grande do Norte. Aos 36 anos, Vaniberg traz o amor pelos ônibus no sangue – filha de cobrador e sobrinha de motoristas, ela hoje vive nas estradas com a mesma emoção da infância. “As pessoas ainda se impressionam quando veem uma mulher dirigindo ônibus. Mas acabou esse tempo de dizer que mulher não pode”, afirma.
Mais do que hobby, a busologia é memória em movimento. Há quem colecione miniaturas, quem registre viagens e quem, como Vaniberg, viva de fato ao volante. Para quem é busólogo, ônibus não são apenas veículos: são marcos afetivos, narrativas em movimento e, muitas vezes, um jeito de ver o mundo.
“Não é só gostar de ônibus, não é só viajar, não é só dirigir. São as pessoas, as culturas diferentes. Me transformo em outra coisa quando entro num caminhão ou ônibus. Quando eu entro num ônibus ou caminhão, eu me acho”, completa a motorista.
Mais do que hobby, a busologia é memória em movimento. Há quem colecione miniaturas, quem registre viagens e quem, como Vaniberg, viva de fato ao volante. Para quem é busólogo, ônibus não são apenas veículos: são marcos afetivos, narrativas em movimento e, muitas vezes, um jeito de ver o mundo.
“Não é só gostar de ônibus, não é só viajar, não é só dirigir. São as pessoas, as culturas diferentes. Me transformo em outra coisa quando entro num caminhão ou ônibus. Quando eu entro num ônibus ou caminhão, eu me acho”, completa a motorista.
De desenhos na infância à maior página sobre ônibus da América Latina
A trajetória de Wellington também começou cedo. “Desde criança eu sou apaixonado por ônibus. Na escola eu terminava a lição o mais rápido possível para desenhar ônibus. Meus brinquedos favoritos eram os ônibus, e até ‘fabricava’ os meus próprios veículos, com caixinha de sabonete e de creme dental”, relembra. O interesse cresceu junto com ele e se consolidou nas redes sociais, onde encontrou um público igualmente apaixonado.
A página "Ônibus, Minha Segunda Casa" surgiu do desejo de mostrar o olhar único de Wellington sobre o tema. “Sempre busquei agregar informações nas fotos que eu publicava. Um ônibus contém tantas histórias, não dava pra simplesmente publicar, tinha que ter algo a mais”, conta. “Quando passei a fazer vídeos também, isso me aproximou ainda mais dos seguidores, que passaram a ter uma figura real falando sobre o que eles gostavam. As fotos, os vídeos e as informações se complementam”.

Hoje, sua página é uma das maiores referências da América Latina sobre o tema. “Já visitei praticamente todos os estados do Brasil, conheci países vizinhos como Argentina, Uruguai, Paraguai e Peru, todos de ônibus”.
Mesmo com o crescimento da comunidade, Wellington lembra que no início nem todo mundo compreendia essa paixão. “No início muitos estranhavam esse meu sentimento de gostar de ônibus, não entendiam e questionavam, mas ignorei e hoje administro uma das páginas que é referência no assunto. E temos muito mais a crescer, a busologia é um mundo que mais pessoas precisam conhecer e apreciar”.
A página "Ônibus, Minha Segunda Casa" surgiu do desejo de mostrar o olhar único de Wellington sobre o tema. “Sempre busquei agregar informações nas fotos que eu publicava. Um ônibus contém tantas histórias, não dava pra simplesmente publicar, tinha que ter algo a mais”, conta. “Quando passei a fazer vídeos também, isso me aproximou ainda mais dos seguidores, que passaram a ter uma figura real falando sobre o que eles gostavam. As fotos, os vídeos e as informações se complementam”.
Hoje, sua página é uma das maiores referências da América Latina sobre o tema. “Já visitei praticamente todos os estados do Brasil, conheci países vizinhos como Argentina, Uruguai, Paraguai e Peru, todos de ônibus”.
Mesmo com o crescimento da comunidade, Wellington lembra que no início nem todo mundo compreendia essa paixão. “No início muitos estranhavam esse meu sentimento de gostar de ônibus, não entendiam e questionavam, mas ignorei e hoje administro uma das páginas que é referência no assunto. E temos muito mais a crescer, a busologia é um mundo que mais pessoas precisam conhecer e apreciar”.
